Operação do Ibama apreende 900 metros
de rede de caçoaria
Com o apoio da Marinha, o Núcleo de Recursos de Pesca do Ibama-MA finalizou na segunda-feira, 25, a segunda etapa da operação “Impacto Profundo”. A operação visa coibir a pesca predatória da lagosta e de outros recursos pesqueiros.
Diferente da segunda fase dessa ação fiscalizatória, na qual não foi detectada nenhuma irregularidade na atividade pesqueira, a primeira realizada em conjunto com representantes do Ibama do estado do Pará, no período de 20 a 25 de agosto foi apreendida 900 metros de rede do tipo caçoeira (rede de arrasto) na pesca da lagosta. Além de coletar sedimentos do fundo do mar, importantes para a sobrevivência do crustáceo, o emprego dessa rede é proibido, pois recolhe lagostas do tamanho mínimo permitido por lei, comprometendo as populações da espécie.
Cerca de 95% do volume pescado no Maranhão é levado para outros estados, principalmente o Ceara, maior produtor nacional (3.102,6 toneladas desembarcadas, segundo dados de 2004). Considerando que este alto valor agregado do produto não é revestido em benefícios econômicos para o nosso estado. Em 2007, foi registrado entre os meses de abril e junho 17 auto de infração, totalizando R$ 73 mil reais em multas no Maranhão.
Segundo o Núcleo de Recursos de Pesca do Ibama, as lagostas encontradas vivas foram lideradas para o mar e as encontradas mortas irão ser doadas.A operação “Impacto Profundo” foi realizada em alto mar em diversos pontos, como o Banco do Álvaro, Parcel Manoel Luís, Banco do Silva, Pedra do Tarol, e outros. De acordo com a coordenação do órgão no Maranhão, a estratégia da fiscalização vai ser mantida e a equipe vai continuar vistoriando os portos, visando a inibição de pesca e comercialização irregular.
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