Focas-elefante ajudam cientistas
O frio e o gelo que flutuam sobre o mar tem dificultado o trabalho dos cientistas que querem estudar o oceano antárctico no Inverno. Assim, e depois de ter sido formada uma equipa internacional para cumprir esta tarefa, chegou-se a uma nova solução... utilizar focas-elefante
Acredita-se que as regiões polares sejam especialmente sensíveis à mudança climática, mas juntar dados tem sido um problema, especialmente no oceano que circunda a Antárctica. Deste modo, um grupo de pesquisadores liderados por Jean-Benoit Charrassin, do Museu de História Natural de Paris, decidiu recrutar a ajuda de alguns residentes na área, as focas-elefante.
O primeiro passo foi colocar sensores em alguns animais da espécie, de forma a que os dados, sobre as variações ambientais na área, pudessem ser enviados a computadores instalados em barcos e estações de observação na região.
Depois coube às máquinas enviarem, via rádio, as informações sobre a temperatura, pressão, salinidade e posição de onde as focas mergulham.
Os resultados aumentaram nove vezes face à informação disponível anteriormente, vinda de bóias e navios e 30 vezes mais que o que já era conhecido das profundidades abaixo do gelo dos oceanos no inverno.
Com estas informações os cientistas podem, a partir de agora, começar a conhecer melhor as propriedades destas águas.
Curiosidade:
As focas-elefantes podem chegar a quatro toneladas de peso e habitam a região Antárctica, bem como a porção meridional do Oceano Atlântico até a Península Valdez, no sul da Argentina.
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