Biólogos e pescadores cuidam de ovos de tartarugas no ES
Temporada reprodutiva de tartarugas marinhas vai de setembro a março.
Projeto Tamar atua em 21 bases de proteção de desova pelo país.
Temporada reprodutiva de tartarugas marinhas vai até março (Foto: Banco de Imagens do Projeto Tamar - ICMBio)
Cerca de 400 pessoas, entre biólogos, oceanógrafos, pescadores e voluntários, estão mobilizadas em seis bases no litoral do Espírito Santo para proteger ovos de tartarugas marinhas. De setembro a março, de acordo com o Programa Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas, conhecido como Projeto Tamar, acontece a temporada reprodutiva das tartarugas marinhas em praias brasileiras.
Ao todo, o projeto atuará em 21 bases de proteção das áreas de desova, monitorando mais de 900 quilômetros de praias espalhadas pelo Brasil. As espécies protegidas no litoral brasileiro são a tartaruga cabeçuda, de pente, oliva, de couro e verde. No Espírito Santo, o projeto pretende proteger mais de 122.923 filhotes, número de animais liberados no mar no ano passado no estado.
O Projeto Tamar é um programa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), executado em parceria com a Fundação Pró-Tamar.
Desova
Segundo o Tamar, as fêmeas depositam seus ovos na praia. Cada uma pode realizar, em média, de três a sete desovas por temporada, com uma média de 120 ovos por ninho.
Os ovos ficam incubados na areia de 45 a 60 dias e o auge do período de desovas ocorre em novembro, com o pico de nascimentos de filhotes em janeiro.
Fonte: G1
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