Home Sugestões Staff Links Quem somos Contato

Embarcação panamenha fora-da-lei
tem a sua bandeira retirada

Depois de violar uma série de leis internacionais e de seu próprio país, a embarcação panamenha Oriental Bluebird teve sua bandeira retirada no último dia 8 deste mês. O navio, utilizado para reabastecer a frota baleeira japonesa e levar as carnes de baleias até o Japão durante a última expedição de caça, recebeu também a penalidade máxima em multa, no valor de 10 mil balboas (equivalente10 mil dólares). A multa foi repassada aos donos do navio, a companhia Hiyo Shipping Ltda, com sede no Japão.

O processo judicial para retirada da bandeira foi iniciado em abril de 2008, relacionando o uso do navio à segurança da vida humana em áreas remotas e à preservação dos recursos marinhos no Santuário de Baleias Antártico. O Panamá é parte da América Latina, único continente que não caça e nem promove a caça de baleias. O país, além de ter apresentado uma postura conservacionista nas últimas reuniões da Comissão Internacional Baleeira (CIB), é signatário, assim como o Japão, de um acordo para impedir a poluição dos oceanos (Marpol).

“Foi uma vergonha presenciar uma embarcação latina transportando as carnes de baleias, provenientes de operações ilegais de caça comercial, pobremente disfarçadas de ciência. Esperamos que esse ato sirva de lição para os demais países que continuam apoiando a matança indiscriminada de baleias”, afirmou Leandra Gonçalves, coordenadora da Campanha de Oceanos do Greenpeace e única brasileira a bordo do Esperanza.

Além desse acordo, o Japão também participa de um tratado internacional que pretende encerrar a prática da “troca” de bandeiras de navios, a fim de preservar as leis ambientais. Participando desse acordo, qualquer navio no Japão que tiver a sua bandeira retirada depois de quebrar normas de conservação internacionais não pode realizar atividades de exploração dos recursos da vida marinha por pelo menos três anos.

A frota baleeira, incluindo o Oriental Bluebird está atualmente atracada em Shimonoseki, de onde deveriam partir para a chamada expedição “científica” nas próximas semanas. Além dos milhões de yens pagos pelos contribuintes para subsidiar a caça às baleias, o governo japonês adicionou esse ano 800 milhões de yens (8 milhões de dólares) para a guarda costeira, que garantirá a “proteção” da frota. Enquanto isso, dois ativistas do Greenpeace, Junichi Sato e Toru Susuki, ainda permanecem sob prisão domiciliar, podendo ser condenados a até 10 anos de prisão, por expor um escândalo no programa baleeiro japonês.

“O governo japonês está gastando o dinheiro dos contribuintes para defender uma caça a baleias ameaçadas, dentro de um santuário internacional. O programa não é cientificamente nem economicamente interessante, além de usar, agora comprovadamente, navios ilegais. Que evidências mais são necessárias para cancelar esse programa?”, afirma Sarah Holden, coordenadora da campanha de baleias do Greenpeace Internacional.

Cursos de Mergulho - Amigos do Joe - Todos os Diretos Reservados