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Que bicho é esse?

 

Tubarão Branco

Tubarão Branco

Um Grande Tubarão Branco pode chegar a 7 metros e pesar até 2000 Kg. No entanto, já houve registro de uma fêmea de 11 metros. O Carcharodon carcharias, seu nome científico, pertence ao Filo Chordata é encontrado em regiões temperadas e subtropicais de todos os oceanos.

Seus hábitos alimentares incluem grande variedade de peixes, como o salmão, o atum, tartarugas marinhas, aves marinhas e, principalmente, mamíferos marinhos.

Sua coloração é composta de ventre branco e dorso cinza escuro. Muito ágil, apesar de todo o seu tamanho e robustez, é capaz de nadar a 25 quilômetros por hora e saltar fora da água. É um animal ovíparo e gera 2 filhotes por gestação que podem chegar a 1,5 metros de comprimento.

Logo ao nascer eles se separam da mãe e começam de imediato sua luta pela sobrevivência. Ao contrário do que enfatiza a mídia, o Tubarão Branco não se alimenta de seres humanos. Sua preferência é por carne muita mais rica em gordura, abundante em focas, leões e elefantes marinhos.

Colaboração: Fabio Lellis


Água-viva

Água-viva

Em primeiro lugar, águas-vivas não “atacam” as pessoas. São animais que vagam pelos mares ao sabor das correntes e, ocasionalmente, podem provocar acidentes quando os banhistas se chocam contra eles.

Quase transparente e de consistência gelatinosa pertencente aos cnidários, a água-viva é um animal inofensivo, mas devemos tomar alguns cuidados, pois em contato com a pele humana provoca desde queimaduras leves até graves irritações que, em casos extremos, podem matar uma pessoa.

Felizmente na costa brasileira não se encontram espécies que podem levar à morte, como ocorre na Austrália.

É comum ouvir que a água-viva queima a pele. Não é verdade. Embora a dor realmente lembre a de uma queimadura aguda, o que ocorre é que ela apresenta milhões de pequenas células em seus tentáculos capazes de injetar um potente veneno numa espécie de reação de defesa do animal. O efeito é avassalador: dor intensa, inchaço, vermelhidão, bolhas e úlceras.

Em caso de acidentes deve-se lavar a região afetada com a própria água do mar, “não usar água doce porque pode provocar ardor e inchaço” é indicado utilizar vinagre para neutralizar os efeitos das queimaduras, não se deve friccionar a área afetada.

Colaboração: Fábio Lellis


Caravela

Caravela

Realmente lindas de serem observadas, mas no caso de esbarrões podem causar fortes irritações na pele. Nos meses de agosto e setembro, com maior incidência de ventos, as marés trazem para as praias essas belas criaturas de cores bastante vibrantes: as caravelas.

A caravela, cujo nome científico é Physalia physalis, tem distribuição global em águas marinhas tropicais e sub-tropicais. Na verdade uma única caravela é constituída por vários indivíduos, ou seja, trata-se de uma colônia. Nesta colônia cada indivíduo é especializados e responsável em cumprir uma determinada função, como: reprodução, digestão, captura de alimentos, defesa, flutuação, entre outras.

As caravelas também são temidas, pois seus encontros resultam em queimaduras biológicas bastante dolorosas, o veneno pode ter ação necrótica na pele. Em caso de contato com a caravela o ideal seria fazer compressa de água do mar gelada ou bolsas de gelo para o controle da dor e, vinagre para desnaturar (inibir) o veneno. Um lembrete muito importante é que se evite utilizar água doce, pois esta ação desencadeia um processo de eliminação de mais veneno.

Colaboração: Fábio Lellis


Barracuda

Barracuda

A Grande Barracuda (Sphyraena barracuda) parece um torpedo, só que de cara feia. Sua mandíbula inferior vai além da superior e seus dentes são fortes e pontiagudos.

Dá pra assustar, mas não é o que parece. Apesar de sua má reputação, ataques a humanos são extremamente raros. Comum mesmo, são  são as vezes em que elas ficam graciosamente nos observando durante os mergulhos.

São encontradas em todo o mundo, próximas as praias de oceanos tropicais e subtropicais, normalmente perto da superfície. Quando jovem são encontradas formando cardumes ao redor de recifes, onde buscam sua principal fonte de alimentação.

Adultas podem chegar aos 2 metros de comprimento e 50 kg de peso.

Solitárias, são caçadoras vorazes e atacam de uma única vez,  fazendo uso do elemento surpresa , chegando a incrível velocidade de até 43km/h – um verdadeiro torpedo.

Colaboração: Emerson Ferreira


Enxada

Enxada

O Enxada (Chaetodipterus faber) ocorre nas águas tropicais da costa americana do Atlântico.

Ele tem o corpo achatado em forma de disco e com a boca bem pequena. Tem coloração cinza-prateado, com faixas verticais escuras (de 4 a 6) que tendem a ficar mais claras com o tempo.

Grupos são normalmente encontrados em regiões costeiras rochosas ou próximo a estruturas feitas pelo homem, como portos, plataformas e naufrágios; nadando a meia-água ou próximo ao fundo, em profundidades entre 3 e 35m.

Medem normalmente de 30 a 50 cm, mas podem chegar até 90 cm e pesar até 9 kg. Alimentam-se basicamente de invertebrados bentônicos, crustáceos, moluscos, anelídeos e esponjas.

Curiosidade: quando juvenis ficam em águas bem rasas e nadam muitas vezes de lado, imitando folhas mortas para evitar predadores.

Link para o vídeo feito em Roatán - clique aqui.

Colaboração: Emerson Ferreira


Equetus

Equetus

O Equetus punctatus é encontrado em todo o Atlântico tropical oeste, normalmente entre os recifes de coral. Em sua forma juvenil apresentam uma longa nadadeira dorsal que se curva em quase toda a extensão do corpo. Alimentam-se à noite de caranguejos, camarões, poliquetas e moluscos gastrópodes.

Uma característica curiosa é que a espécie possui músculos especiais em suas bexigas natatórias que vibram e produzem um som parecido com um tambor, daí o nome em inglês Drum fish.

São difíceis de fotografar pelo maneira como nadam: normalmente em uma pequena área de coral fazendo muitas curvas inesperadas.

Colaboração: Emerson Ferreira


Peixe-Lua

Peixe-Lua

O peixe-lua tem forma arredondada, quase discóide e o corpo achatado, podendo ultrapassar a altura de 3,0 metros e pesar cerca de duas toneladas. A nadadeira dorsal é grande e triangular, semelhante à anal que é da mesma forma, um pouco menor. Possui duas nadadeiras peitorais semelhantes a orelhas e a base da caudal é reta. A boca e os olhos são pequenos e todo corpo é coberto por uma pele muito espessa e áspera, mas sem escamas. Abaixo da pele existe uma grossa capa de tecido de consistência cartilaginosa, formando assim uma espécie de couraça. Seu corpo possui coloração cinza-prateada lateralmente, quase branca no ventre e azulada no dorso.

O peixe-lua (também conhecido como peixe-sol, orelhão, mola mola e rolim) pertence à família Molidae e encontra-se distribuído por todos os oceanos.

Os peixes-lua habitam águas oceânicas mas, ocasionalmente, podem ser encontrados perto da costa. São frequentemente observados à superfície, podendo ser confundidos com tubarões, devido à sua proeminente barbatana dorsal.


Krill

Krill

Krill é um termo usado para descrever mais de 80 espécies de crustáceos de mar aberto, da família dos eufausídeos (Euphausiidae). O krill antártico é parecido com um pequeno camarão de aparência translúcida e carapaça avermelhada, com grandes olhos pretos. Estamos falando, principalmente, do Euphausia superba, que pouco ultrapassa os 6 cm quando adulto e pesa cerca de 2 g. Alguém poderia achar que tal animal teria pouco significado. Mas sua opinião certamente mudaria ao saber que em 1 m cúbico podem caber cerca de 30 mil deles, que eles vivem em gigantescas aglomerações de milhões de indivíduos, e que são fundamentais na cadeia alimentar no oceano Austral e para os animais que migram para a Antártica no verão do hemisfério Sul.

Em geral o krill atinge os 5 cm de comprimento somente aos 2 anos de idade, e vive de 4 a 6 anos. Há uma tendência de subirem à superfície à noite e manterem-se no fundo do mar durante o dia.


Tartaruga Verde

Tartaruga Verde

A Tartaruga Verde (Chelonia mydas) ocorre em águas tropicais e subtropicais, perto das costas continentais e em torno de ilhas (muito comum na Laje de Santos - ponto próximo ao litoral paulista). Diferentemente do que muitos imaginam, não recebe o nome pela cor do casco, mas sim da gordura localizada abaixo de sua carapaça (esta pode ser escura, amarronzada e em tons esverdeados ).

Seu tamanho pode variar de 70 a 150 cm e seu peso de 40 a 180 Kg. Já foram registrados casos de animais com mais de 350 Kg. A desova ocorre no verão, seus filhotes são marrons ou negros e entre as praias de desova mais comuns do Atlântico estão: Fernando de Noronha, Atol das Rocas, Trindade, Tortuguero (Costa Rica) e Ilha das Aves (Venezuela). Animal herbívoro e migratório, muito dócil e curioso, a Tartaruga Verde pode colocar de 2 a 5 ninhadas por estação e entre 35 a 200 ovos por ninho.


Góbio

Góbio

O pequeno góbio-néon (Elacatinus figaro), preto e amarelo, alcança cerca de 40 mm de comprimento. É encontrado na maior parte da costa brasileira, incluindo as ilhas continentais. Este pequeno peixe realiza a atividade de limpeza ao longo de toda a sua vida, estabelecendo-se em rochas e colônias de corais. O néon executa a limpeza de diversas espécies marinhas, desde as que se alimentam de algas até as que se alimentam de outros peixes. Este pequeno limpador pode ser observado entrando pelas cavidades oral e branquial de predadores como badejos e garoupas, sem correr o risco de ser engolido por seus " clientes" que permitem que execute com segurança seu trabalho. Mangangá


Mangangá

Mangangá

Não mexa comigo !!! Este é recado que nosso amigo Mangangá dá a todos os mergulhadores.

Também conhecido como Peixe Pedra devido ao grande mimetismo com o substrato, caracerística que lhe proporciona uma coloração variável do marom-acizentado ao preto com manchas e estrias irregulares por todo o corpo. Possui cabeça e região ventral com tonalidades avermelhadas ou alaranjadas e nadadeiras que apresentam manchas ou faixas escuras e transverais. Um campeão na arte de se esconder. Tanto que foi colocado nesta foto com um fundo azul para permitir melhor a sua visualização.

Pode ser encontrado em qualquer lugar do Atlântico, sendo menos comum ao Sul. Bentônicos, costeiros e de águas rasas, são peixes solitários que se alimentam de peixes e crustáceos. Ficam na maior parte do tempo imóveis e quando se sentem ameaçados apenas eriçam seus espinhos das nadadeiras dorsal, anal e pélvicas. Sua manipulação deve ser feita sempre com muita cautela, pois mesmo após mortos seus espinhos são capazes de inocular peçonha por várias horas ou dias capazes de causar ferimentos graves e dolorosos com consequências locais e sistêmicas.


Basket Star

Basket Star

Este equinodermo tem na origem de seu nome a forma como se comporta quando está em repouso. A Basket Star (Estrela Cesto) recolhe seus numerosos tentáculos e se enrola, principlamente em corais moles, formando um casulo (cesto). Somente abandona esta posição quando quer se alimentar. Atingem, em média, 30 a 50 cm de comprimento.

 


Golfinho Pintado

Golfinho Pintado

Atingem, em média, 2 m de comprimento. Enquanto jovens, não apresentam pintas em seu corpo. Estas vão surgindo na medida em que esses golfinhos envelhecem.. Possuem uma mancha na base da nadadeira dorsal chamada de blaze ou selim, que os diferencia das demais espécies de golfinhos pintados. A gestação desta espécie dura cerca de 11 meses e cada fêmea dá à luz apenas um filhote. São animais agregários e vivem, no litoral, em grupos de 80 a 100 individuos. Em alto mar, podem chegar a formar grupos de centenas de animais. Alimentam-se principalmente de peixes e de lulas e vivem em águas subtropicias e temperadas do oceano Atlântico.


Maria da Toca

Maria da Toca

Peixe bentônico de pequeno porte, possui o corpo nú (sem escamas) e vive em águas rasas entre pedras, algas e corais. De cores vivas ou escurecidas pode apresentar pequenas manchas pelo corpo que parecem serem feitas à mão por um artista plástico. Por esta caracerística é muito procurada pelos fotógrafos subaquáticos.

Dócil, porém desconfiado, este pequeno habitante é figura fácil de ser encontrada por aqueles que conhecem seu habitat e são bons observadores.


Tartaruga de Pente

Tartaruga de Pente

É conhecida popularmente como Tartaruga de Pente, pois seu casco era utilizado para a fabricação de adornos como pentes, aros de óculos, bijuterias e talheres. Sua carapaça é elíptica com os escudos dorsais imbricados (sobreposição das escamas). A cabeça é de tamanho médio, estreita e com um bico pontudo. É a mais colorida das tartarugas marinhas. As escamas da cabeça têm margens creme ou amareladas. O arranjo das cores é diversificado: marrom, preto, vermelho e amarelo. Ao longo do plastrão há duas quilhas. O comprimento da carapaça varia de 53 cm a 115 cm quando adulta e pode chegar a pesar 150 Kg. É a mais tropical de todas as tartarugas marinhas, sendo a mais comum onde há formações recifais. Há registros de recaptura do mesmo indivíduo jovem no mesmo lugar, sugerindo um comportamento não-migratório. Com isso, ela tem áreas de alimentação tipicamente próximas às áreas de desova. A desova ocorre no verão e em poucas localidades, podendo ocorrer 1 ou 2 picos na mesma temporada. Desovam de 2 a 5 vezes por estação, colocando de 73 a 189 ovos por ninho. A incubação ocorre entre 47 e 75 dias, sendo a temperatura "ótima" entre 27º C e 33º C. Há registros de comportamentos de "tomar sol" em praias inabitadas ou pouco habitadas, tais como nas ilhas a oeste do Oceano Índico. Nudibrânquios


Nudibrânquios

Nudibrânquios

O nome nudibrânquio significa “brânquias a descoberto”, e refere-se aos orgãos respiratórios externos que estes organismos possuem, e que se localizam ao longo do corpo.

Os nudibrânquios pertencem à classe de moluscos gastrópodes, na qual se incluem também os búzios e os caracóis. Embora sejam moluscos gastrópodes, o estádio adulto perdeu completamente a concha, bem como a cavidade paleal ou opérculo, o que permitiu a estes organismos assumirem formas muito diversas.

Existem cerca de 3000 espécies no Mundo, quase todas de água salgada, desde as regiões tropicais até aos mares da Antártida. O seu tamanho varia entre os 3 mm e os 28 cm, medindo a maioria entre 5 a 7 cm. Os nudibrânquios alimentam-se usando uma estrutura especializada chamada a rádula, que significa em latim “raspador”. A rádula é um orgão laminar, resistente, munido de numerosos dentículos, que reveste uma formação muscular lingual, e que executa essencialmente funções de mastigação. A forma e número de dentes radulares é variável de espécie para espécie, e a morfologia radular é um caracter importante na identificação de nudibrânquios.


Atum

Atum

São peixes que vivem em regiões tropicais e subtropicais de todos os oceanos. Têm o corpo alongado e fusiforme, boca grande, duas barbatanas dorsais bem separadas e ajustáveis a um sulco no dorso, seguidas por grupos de lepidotríquias. A barbatana caudal é bifurcada e, no seu pedúnculo, ostenta duas quilhas de queratina. Os atuns e espécies vizinhas têm um sistema vascular especializado em trocas de calor, podendo elevar a temperatura do corpo acima da da água onde nadam (peixes endotérmicos). Por esta razão, são grandes nadadores, podendo realizar migrações entre oceanos. Um atum pode nadar até 170km num único dia. Normalmente formam cardumes só de peixes da mesma idade. São predadores ativos e, do ponto de vista de reprodução, são dióicos e não mostram dimorfismo sexual. As fêmeas produzem grandes quantidades de ovos planctónicos que se desenvolvem em larvas pelágicas. Apesar de amplamente pescado para o consumo, a espécie ainda não pertence à lista de exitinção do IBAMA.


Holacanthus Ciliares

Holacanthus Ciliares

Conhecido também como Anjo-rainha, Parum-amarelo, Paru-rajado e, simplesmente, Ciliares, esta espécie nectônica ocorre em águas rasas de regiões rochosas ou coralíneas dos trópicos e subtrópicos do oceano Atlântico. Nadam solitários ou aos pares e alimentam-se de algas e invertebrados bentônicos. Devido à sua beleza (um dos mais lindos exemplares de nossos mares), são capturados pelos aquariofilistas e estão na lista de fauna em extinção do IBAMA.


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